domingo, 25 de janeiro de 2009

À Marina

Marina não poderia faltar em nosso blog, pois a história da nossa família não existe sem ela.Por isso, está é a nossa homenagem, por tudo que não foi, e poderia ter sido, pelos momentos de alegria, pelo ensinamento e preparo, que nos deu, para que pudéssemos ser os pais que somos hoje.

MARINA

"Tudo se chama Marina :
Saudade se chama Marina,
Amor se chama Marina,
Coragem se chama Marina.

Marina é, também,
Força,
Exemplo,
Milagre.

Sim, milagre pela sua vida breve,
e pelo fato de nós, seu pai e sua mãe,
termos sobrevivido, mesmo sem querer,
à sua partida.

Fé e Persistência.
Luta, Aflição, Esperança.
Medo, Alegria, Espera, Susto;
Desespero, Felicidade, Orgulho;
Valentia :
No nosso dicionário, todas essas palavras
são sinônimos de Marina.

Marina levou consigo, o melhor de nós,
e no transformou para sempre, deixando o melhor dela.
Nossa filha não está mais nesse plano, mas continua conosco.
Nossa relação é eterna : somos ligados pelas almas.

Marina está em cada um dos dias que a vida
nos obriga a continuar vivendo :
Sensações, lugares, objetos, gostos, gestos, cheiros...
Tudo nos lembra Marina, porque Marina é simplesmente tudo."


(28/02/2002)




Gifs Animados


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Um por todos e todos por um!"


Sabe, acordar todo dia, cedo, para ir para o trabalho, ficou tendo um outro sentido, depois que nosso filho nasceu. O fato das responsabilidades terem só duplicado, nem é o "que" da questão, mas a vontade de ter mais o que oferecer, conseguir nos permitir coisas, sim, isso, com certeza faz a diferença.

Nosso filho é como a luz que ilumina o nosso mundo, ele é pequeno ainda, nem sabe a força que traz com ele, mas "Nós Três" juntos podemos tudo, como os três mosqueteiros.

E ensiná-lo a ser uma pessoa melhor do que nós, é uma obrigação nossa.


"-Oi pai, tu tá bem?
-Sim filhotão, por que?
-É que eu sonhei contigo...
-Sério, filho? Mas o que tu sonhou?
-É...ahhhhh, não, nada não, mas tu tá bem né?
-Sim, vem cá, me dá um abraço.
-Hei, hei, hei!
-Fala filho, que foi?







"Semente fecundou, já começa a existir..."

Meu filho e eu, gostamos de fazer essa introdução, em duo : "Mamãe, te amo! Mamãe, te aaaaaaamo! Mamãe te amuuuuuuuuuu!"

Na voz da bela Maria Rita, recebemos essa música como quem recebe um presente lindo e delicado.

A vida só começa 12 semanas após a concepção? Após 20 semanas? Só depois da formação completa do sistema respiratório? Só após o nascimento? BALELA! A vida começa, de fato, no momento da concepção. Não entendo essa idéia de que, até algumas semanas, não passamos de um amontoado de células, argumento muito usado pelos abortistas. Ser um amontoado de células, é nosso destino, até que morramos com 100 anos, ou mais. Isso não serve para justificar o aborto ou o desapego dos pais.

Somos radicalmente contra a interrupção da vida, que começa, é claro, quando acontece a fusão do espermatozóide com o óvulo, e o milagre se dá.






"Crescendo, foi ganhando espaço
Pulou do meu braço
Nasceu outro dia, já quer ir pro chão
Já fala mãe, já fala pai
Já não suja na cama
Não quer mais chupeta, já come feijão
E posso até ver os meus traços
Nos primeiros passos
Tropeça, seguro e não deixo cair
Se cai, levanta
Continua a porta da rua fechada
Criança, não deixo sair
Da linha, da linha
Reflexo no espelho leva à emoção
A lágrima ameaça do olho cair
Semente fecundou, já começa a existir
É cria, criatura e criador
Cuida de quem me cuidou
Pega na minha mão, me guia"

(Serginho Meriti/Cesar Belieny)





"Quero um bicho de estimação!"


"-Claro, filho...vamos pensar : que tal um cachorro?
-Não, cachorro morde, né?
-Um gatinho?
-Gato arranha...
-Um passarinho, quem sabe?
-Faz barulho demais! Não quero.
-Peixinhos! Isso, um aquário com peixinhos, pode ser?
-Eu queria um dinossauro, pai. Me dá um dinossauro beeeeeeeeeem grandão?!
-Tu acha que podemos ter um dinossauro, filhão?
-Se ele gostar de morar em apartamento, sim."














domingo, 18 de janeiro de 2009

Aprendendo


"Constituir familia", é coisa que só se completa quando se tem filhos, mas o mais incrivel é quando se olha para uma mulher, conrvesa-se com ela se pensa: "Essa vai ser a mãe dos meus filhos, por consequência, minha mulher."
Depois de ter casado, e sendo assim concretizar o primeiro passo para a familia, o treinamento fica bem mais intensivo...rsrsrs. Quando recebi a noticiade que parecia que estavamos grávidos, minha primeira reação foi de esperar, ( eu quero esperar sempre) mas não pude, fui convencido a ir a uma farmácia para trazer um daqueles testes, então BUMM, confirmado : éramos "Nós Três".
Depois do que já tinha nos acontecido, foi a melhor coisa na nossas vidas.
Bom, tudo explicado, posso dizer que pirei, surtei, mas descobri que só tinha uma coisa a fazer : aprender a ser PAI até porque, minha mulher estava apredendo a ser MÃE. Louco isso, dorme-se marido e mulher, acorda-se Pai & Mãe.
Ah, quanto a aprender, bom, isso eu ainda estou aprendendo.


sábado, 17 de janeiro de 2009

Um pouco de cada um, no outro


Li, em uma revista, que, de cada gestação, nasce, pelo menos 3 pessoas : um filho, um pai e uma mãe. Achei linda, essa observação, e concordo plenamente.

Ao descobrir-se "grávido", o casal já não é mais, apenas, marido e mulher, mas, também, pais. Essa sensação é maravilhosa, e a gente tem algo em torno de 38 semanas, para se acostumar com ela.

No entanto, por mais que um filho tenha sido planejado, sonhado, tentato, esperado, nada, eu disse nada nos prepara para a chegada, efetiva, dele. Quando ouvi o choro do meu bebê, seguido de um "Que amor!", do meu obstetra, vi que todos os meus ensaios e o que eu achava que teria sido um preparo, não significava nada. O milagre estava acontecendo ali, naquele momento, e era infinitamente melhor do que tudo o que eu havia imaginado.

Não sou a favor de idealizações, em qualquer assunto, mas maternidade permite isso, por um motivo simples : ela é muito maior e mais perfeita, do que a nossa imaginação é capaz de produzir.

Eu imaginei cada traço do meu filho, sonhei com o momento de beijá-lo pela primeira vez, com o seu cheiro, seu calor...e, quando chegou a hora, vi que Deus me presenteou com o que eu nem fui capaz de sonhar, com algo muito mais sublime.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tudo se conserta com cola...


"- Mãe, cola a cabeça do meu dinossauro! Cola a roda do carrinho, também...cola esse envelope, cola aqui, cola ali..."

Ele é prático, resolve as coisas em um passe de mágica, ou em uma passada de cola, tanto faz.

Aos 8 meses, desenvolvi Diabetes gestacional. Passei 12 dias no hospital, para avaliações, e precisei usar insulina, para equilibrar a glicose. Não podia nem imaginar a possibilidade de fazer as aplicações, morria de medo, de dor. Meu médico disse que chamaria meu marido, que as enfermeiras o ensinariam a fazer. Em um primeiro momento, concordei, mas, à noite, quando ele foi me ver, como sempre ia, fez uma cara de desalento, quando eu contei isso...ficou apavorado. Foi aí que eu vi, que era um momento de superação minha, que era eu que precisava fazer.

Quando a enfermeira chegou ao quarto, eu mesma fiz o HGT, e apliquei a insulina, na coxa. Meu medo passou todinho, quando vi o medo no rosto dele. Ele, que tantas e tantas vezes foi forte por nós dois, precisava que eu fizesse isso, naquela hora. E era hora de ser forte por três. Eu fui.

Recebi alta, e passei mais de 3 semanas em casa, antes da cesárea, fazendo as aplicações (3, por dia), e os testes (4, por dia). Em pouco tempo, já estava craque, quase nem sentia mais dor.

Foi uma provação, saímos vencedores. Não ficou marca, só aprendizado. E não precisou de cola.



Quando o amor triplicou



Nosso filho já está com 3 anos e 9 meses, um gurizão forte, saudável, esperto, genioso (claro, ele não poderia lutar contra a genética...rs), e eu me emociono e revivo, sempre que lembro, o exato momento em que comecei a desconfiar de que poderia estar grávida. Naquele dia, tomei café-da-tarde, coisa que não fazia há anos, e treinei, como seria sentar no sofá, dali há uns 8 meses, com a mão apoiando as costas.

Dias depois, teste de farmácia, os 5 minutos mais longos da minha vida...e a certeza, diante das duas marcas cor de rosa, que eu jamais seria a mesma.

Pré-natal, dengos, sustos, incertezas, insegurança, alegrias de monte, semana a semana, nós, os três, cada vez mais entrosados.

Dia desses, em um momento de total ternura, o pai contava para ele, o filho, como era que ele se mexia, na minha barriga, e embolava todinho de um lado só, quando o pai cantava pra ele, e tocava na barriga. Viajei, revivi, chorei sorrindo, eternizei mais esse momento lindo.

Gravidez é a coisa mais sublime que Deus criou, para nos presentear. Aproveitamos com toda a intensidade, cada momento da nossa, e, por isso, ao criar esse blog, minha intenção é recordar, e também falar do nosso cotidiano, das coisas que estão acontecendo agora.

Quase 5 anos, contando-se, desde a gravidez. 31, contando desde que eu nasci, pra ser mãe. Isso merece ser reverenciado. É a minha melhor obra, é o que me faz pensar : "Puxa, que coisa mais linda...e fui eu que fiz!!!"