
Li, em uma revista, que, de cada gestação, nasce, pelo menos 3 pessoas : um filho, um pai e uma mãe. Achei linda, essa observação, e concordo plenamente.
Ao descobrir-se "grávido", o casal já não é mais, apenas, marido e mulher, mas, também, pais. Essa sensação é maravilhosa, e a gente tem algo em torno de 38 semanas, para se acostumar com ela.
No entanto, por mais que um filho tenha sido planejado, sonhado, tentato, esperado, nada, eu disse nada nos prepara para a chegada, efetiva, dele. Quando ouvi o choro do meu bebê, seguido de um "Que amor!", do meu obstetra, vi que todos os meus ensaios e o que eu achava que teria sido um preparo, não significava nada. O milagre estava acontecendo ali, naquele momento, e era infinitamente melhor do que tudo o que eu havia imaginado.
Não sou a favor de idealizações, em qualquer assunto, mas maternidade permite isso, por um motivo simples : ela é muito maior e mais perfeita, do que a nossa imaginação é capaz de produzir.
Eu imaginei cada traço do meu filho, sonhei com o momento de beijá-lo pela primeira vez, com o seu cheiro, seu calor...e, quando chegou a hora, vi que Deus me presenteou com o que eu nem fui capaz de sonhar, com algo muito mais sublime.
